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Portugueses – hoje e sempre – somos capazes de tudo!

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Hoje não se fala de outra coisa, não se pensa noutra coisa, não se ouve outra coisa, hoje somos a personificação do orgulho no planeta, mais especificamente neste cantinho da Europa. Portanto, não me vou alongar, até porque este momento é para sentir, é para acreditar.

Aqueles que me conhecem sabem que não sigo futebol com afinco, mas estas palavras não são sobre futebol, são sobre uma coisa muito mais importante do que futebol, são sobre um dia muito importante para todos nós, para o reajustar da consciência colectiva dos portugueses.

Todos saltámos e gritámos golo e todos exorcizámos um bocadinho a opressão e o bullying europeu que temos vivido. E não, não é complexo de inferioridade, infelizmente é a realidade. Para o resto do mundo e principalmente para o resto da Europa, não interessam grandemente os feitos dos portugueses, para as autodenominadas grandes potencias nunca fomos nem nunca seremos fundamentais para a história universal. Pelo contrário, só damos dores de cabeça à economia europeia, somos avaliados como lixo, somos conhecidos como os preguiçosos do sul e desconhecidos por tudo aquilo que valemos.

Mas apesar de queixosos e muitas vezes mal agradecidos, temos orgulho em ser portugueses e em Portugal. Temos que ter ou seriamos parvos. É certo que nem tudo é perfeito, mas nunca nada nem nenhuma nação o será. Não só o PIB ou a hegemonia de um país faz dele um grande país, mas também a cultura, a forma de estar e a educação. E deixem-me que vos diga, na minha condição de viajante, que somos um povo extraordinário com a sua complexidade, muito amável e humilde, com engenho, trabalhador e, sim, trabalhador, culto, resiliente e digníssimo.

Apesar de ingratos, temos orgulho sim, prova disso é que mal saímos daqui, deste país que tanto criticamos, começam as saudades da nossa iluminada e saliente Lisboa, do Porto à beira Douro plantado, dos areais brancos e de perder de vista do sul, da nossa gastronomia, da nossa língua erudita, do nosso clima encomendado à medida, do nosso triste fado, das nossos maneirismos e da nossa raça silenciosa.

O dia 10 de Julho de 2016 não vai ser esquecido, deu alento a 11 milhões de portugueses, numa época de austeridade e opressão. Porque agora, mais do que dantes, temos uma motivação extra para mostrar o que valemos, para seguirmos as nossas lutas diárias e para nos superarmos todos os dias, apesar das dificuldades, apesar de não acreditarem em nós. O dia de ontem provou que tudo é possível (por favor ignorem o cliché e concentrem-se no significado). Sempre disse e repito – Tudo é possível! – se trabalharmos e realmente acreditarmos, a resposta do universo vai ser o sucesso e a glória.

Espero que esta injecção de auto-estima e orgulho em ser português seja para a vida, que não nos voltemos a esquecer daquilo que somos feitos, que não nos queixemos e façamos a diferença quando mais ninguém acreditar.

“Como vês, não preciso de razões para te amar. Mas tenho muitas. E boas. A primeira delas é secreta e embaraça-me confessá-la: amo-te, Portugal porque, não sei como e contra todas as provas e possibilidades, acho que és o melhor país do mundo.”, Miguel Esteves Cardoso, in Amo-te Portugal.

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Photo in Jornal de Notícias

 

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