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Os 10 sinais de evolução da Medicina Dentária na viragem para o novo ano

A medicina dentária evoluiu rapidamente nas últimas décadas, e nós, médicos dentistas, só temos uma obrigação: evoluir também!

Com o fim de mais um ano, importa parar para refletir acerca do panorama atual da medicina dentária. O que foi alcançado em 2016, as tendências atuais e o que nos reserva o futuro. A medicina dentária evoluiu rapidamente nas últimas décadas, e nós, médicos dentistas, temos o desafio permanente de nos mantermos sempre atualizados, relativamente às várias dimensões da medicina dentária.

Em Portugal e no resto do mundo, assistimos a grandes progressos na medicina dentária, que nos permitem sonhar com uma saúde melhor, mais eficaz e eficiente.

10 sinais de evolução da medicina dentária:

    1. Cada vez mais, os médicos têm que se mostrar proativos no diagnóstico e tratamento de problemas no início ou antes de surgirem. E, caso pretendam garantir o número de pacientes desejado, devem proporcionar ao paciente uma experiência holística e agradável.
    2. A radiologia digital tem evoluído e, a pouco e pouco, a tomografia computadorizada convencional está cada vez mais acessível. Com esta tecnologia tridimensional 3D, é cada vez mais eminente a possibilidade de localizar mais pormenorizadamente variadas doenças e malformações dentárias e craniofaciais.
    3. Hoje é possível planear e executar cirurgias em formato digital. Conseguimos prever antecipadamente o número e posição ideal dos implantes para o substrato e formato ósseo de cada paciente, assim como a prótese ideal em termos de função. Isto é possível através da impressão digital/criação das guias cirúrgicas que vão permitir ao médico colocar os implantes em posições pré-determinadas.
    4. O Digital Smile Design já é uma realidade em muitas clínicas. Tornou-se uma ponte essencial entre o planeamento digital do sorriso e a produção dos dentes propriamente dita.
    5. A utilização de modelos de lasers grandes e pesados, difíceis de usar e dispendiosos, está a ser substituída por unidades de bancada, leves, práticas, com preços mais reduzidos e protocolos simplificados.
    6. O microscópio permite ao médico dentista trabalhar ao máximo detalhe. O facto de ser transversal a diferentes áreas da medicina dentária, permite um trabalho mais minucioso e especializado.
    7. No que diz respeito à implantologia o zircónio já é uma realidade. Este material é ideal para substituir o titânio na fabricação de implantes. Para além de ser tão resistente e leve, o zircónio apresenta uma biocompatibilidade superior por se tratar de um material cerâmico, isto é, demonstra uma maior adesão à gengiva e ao osso.
    8. Na ortodontia, a tecnologia Invisalign possibilita o alinhamento dos dentes com um aparelho invisível e removível, uma alternativa aos braquetes metálicos.
    9. A medicina dentária está a tornar-se minimamente invasiva, graças às restaurações bioativas que, para além da substituição dos tecidos cariados do dente, procuram diminuir o interface entre dente e restauração. 
    10. Em última análise, o sucesso do nosso trabalho e do tratamento do paciente depende sempre da nossa interação. Devemos garantir uma abordagem transparente, nos atos médicos, na comunicação e educação.

 

Fontes: Dental News, ‘The Evolution of Dentistry: What is trending now and what will the future hold?’, por Dr. George Freedman.

 

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