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A Música faz bem à Saúde

A música certa no momento certo, pode despertar sentimentos que mudam toda a nossa perspectiva sobre algo.

Enquanto escrevia este artigo, estive a ouvir música. Podia dizer-vos que a playlist foi muito bem escolhida e que me ajudou a encontrar a concentração necessária, mas estaria a mentir. As primeiras músicas que ouvi levaram-me numa viagem sem sair da cadeira, afastaram-me deste texto e da secretária onde estava e levaram-me a um dia quente de Verão, a uma festa na praia, a um passeio pela cidade, a uma esplanada fresca. Uma das músicas quase me fez sentir o cheiro do mar…estando eu no centro de Lisboa!

“A música é o grande remédio da alma”, já dizia Platão, 400 a.C., embora apenas no século XX a música tenha começado a ser encarada de outra forma através de estudos mais intensos sobre o seu efeito na saúde e no bem-estar. Uma das experiências mais marcantes aconteceu durante a II Guerra Mundial, quando foram chamados músicos a alguns hospitais para tranquilizar os doentes e ajudar na recuperação. Mais recentemente, um hospital no Brasil criou um conjunto de playlists que oferece aos seus pacientes e acompanhantes para que, durante o tratamento ou internamento, se abstraiam da verdadeira razão que os levou ali.

Nas palavras do Salvador, “música é sentimento”, tendo o poder de nos levar às lágrimas ou de nos pôr um sorriso na cara. Mas com base nestes e noutros estudos, eu diria que a música certa no momento certo, pode ser muito mais do que isso. Na minha clínica, por exemplo, todos as consultas são acompanhadas de música ambiente, procurando ao máximo distrair o paciente da ansiedade que manifesta, uma vez que um dos efeitos positivos da música é aumentar a produção de serotonina, um neurotransmissor responsável pela boa disposição.

Assim, arrisco a pergunta: estará a arte tão longe da ciência quando falamos de música?

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