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3 TED Talks que todos os médicos deviam ver

 

  1. Ken Robinson: Como as escolas matam a criatividade?

Sir Ken Robinson é uma referência no que toca à desconstrução das
bases tradicionais que sustentam ainda hoje os sistemas de educação. Esta TED foi criada em 2006 mas mantém-se bastante atual, desvenda o quanto os sistemas de ensino desenhados por outros, acabam por estragar toda a nossa capacidade cognitiva, nas idades mais férteis de aprendizagem.

É uma excelente reflexão para médicos, já que as universidades por onde passamos acabam por nos formatar e limitar à mesma linha de pensamento. É necessário procurar outros caminhos, nenhum mestre o é, se entender apenas uma perspectiva da sua área de atuação.

 

  1. Brian Goldman: Os médicos erram. Podemos falar sobre isso?

Fernando Pessoa dizia no início do seu Poema em Linha Reta:

Nunca conheci quem tivesse levado porrada.

Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

Numa profissão tão nobre onde nos dedicamos à vida e à condição de outro ser humano, pior do que errar num caso clínico, é errar e guardarmos o erro só para nós.

A cultura da nossa classe ainda sofre deste problema, da resistência em partilhar aquilo que não corre como esperado. Seria tão produtivo e valioso que todos os médicos pudessem aprender com os erros uns dos outros. É isto mesmo que o Dr. Brian pede à comunidade médica pelo mundo – Falem sobre os vossos erros. Não tenham pudor!

 

  1. Abraham Verghese: O toque de um médico

A tecnologia está em todo o lado para onde nos viramos. Nos nossos bolsos, pulsos, carros, casas, lojas, transportes públicos, etc… Chegámos num piscar de olhos à era digital e os que não são nativos desta era acabam por demorar mais tempo a adaptar-se a toda a tecnologia que nos envolve.

No entanto, por definição, é nas gerações mais velhas que está mais presente o contacto direto na relação interpessoal com o paciente. Este contacto começa a ser cada vez mais difícil de desenvolver pelas novas gerações, que nasceram nesta era digital, onde o toque acontece mais no ecrã e menos na pele. Mas devemos ter sempre presente que o toque é o estimulo sensorial que mais nos aproxima enquanto humanos.

Pensar é o trabalho mais difícil que existe. Talvez seja por isso que poucos se dediquem a ele. – Henry Ford

Partilhe com outros médicos. Quem sabe se a partir hoje algo novo acontece.

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