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16 anos de Equipa Hugo Madeira

Afinal, o optimismo é uma atitude que podemos escolher.

É possível que, ao longo da sua vida, venha a cruzar-se com diversas histórias sobre empresas e equipas de sucesso; histórias essas contadas entre amigos, em jornais ou revistas, livros sobre liderança ou blogs. Todas elas espetaculares com os seus protagonistas, capacidades fora do comum e com uma motivação invulgar para conseguir alcançar objetivos.

A minha equipa tem vindo a ser construída ao longo de 15 anos e tem hoje elementos vindos das mais diversas origens; alguns conheci no primeiro dia de aulas na faculdade, outros na primeira clínica onde exerci, em congressos, reuniões… Uma boa parte da equipa acompanha-me desde o início mas, como em tudo na vida, nem todos ficaram, nem todos estavam alinhados com a visão que tenho para a cultura médica e organizacional. Encaro isso como uma “seleção natural”. Esse é, inclusivamente, o nome de uma das categorias deste blog.

Construir uma organização colaborativa, em qualquer que seja o contexto, não é uma coisa fácil, acreditem. Pode dar tanto ou mais trabalho como todo o investimento de uma vida para dominar várias técnicas cirúrgicas.

A confiança é essencial para o sucesso de uma equipa, mas não é algo que se possa exigir a um novo elemento, deve ser descoberto. A um novo elemento chegado à equipa não posso dizer “tens de confiar em nós”; isso seria negligenciar o seu processo natural de integração e crescimento, de cultivo de sentimentos que o farão sentir confortável numa equipa como esta.

Acredito que um bom clima organizacional gera resultados positivos a todos os níveis, internos e externos, e há três pontos fundamentais na base desta minha filosofia.

  1. Autonomia: Acredito na delegação de tarefas e na autonomia de cada colaborador. É muito comum os colaboradores evoluírem na carreira, numa perspectiva horizontal ou vertical.
  2. Problemas são desafios: Quem já trabalha comigo há vários anos sabe que tenho uma tranquilidade assustadora para encarar problemas. Não que eles não sejam preocupantes, mas sim porque são um alerta de que há algo a melhorar, e melhorar é sempre bom. “Doutor, temos um problema.”; sempre que ouço isto sei que encontrámos uma fraqueza que deve sempre ser transformada em oportunidade. Afinal, o optimismo é uma atitude que podemos escolher.
  3. Todos numa única resposta: Se continuarmos a culpar os outros e a queixarmo-nos das condições, vamos continuar no mesmo lugar, sem avançar. Este é um dos pontos que mais admiro na minha equipa: evoluem e adaptam-se. Na minha ausência conseguem unir-se e encontrar respostas (muitas vezes) melhor do que as que eu daria.

Não sei se tenho a melhor equipa do mundo, mas sei que tenho o maior orgulho nela. Além de estarem alinhados com a minha visão e quererem o melhor para a clínica, são unidos nos melhores e piores momentos.

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